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Editora Livre Popular Artesanal

"Mesmo que seja facil e divertido, estamos cansados de sermos espectadores. Queremos fazer alguma coisa, queremos fazer a nossa cultura ao invés de somente comprá-la."

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Lamparina Conselheira


Você já pensou em escrever um livro? Você já pensou em escrever um livro e não sabe por onde começar? Você já pensou em publicar seu livro, já escreveu mas não sabe como viabilizar?

Lamparina Luminosa é um espaço livre onde você pode tirar suas dúvidas em relação aos processos de publicação, pode ter orientações na edição e desenvolvimento de seus textos e pode ter auxilio na produção técnica do seu livro.

A gente conversa sobre livro, sobre publicação de livro, sobre diagramação de livro, sobre papel de livro, sobre quanto custa o livro, sobre o quanto não custa o livro, sobre o livro, sob o livro, com o livro, sem o livro a gente só fala nisso porque é preciso. beijo, me escreve.

editoralivrepopularartesanal@gmail.com










segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Concurso Lamparina Publica - Resultados


Segue a lista dos premiados e dos suplentes no Concurso Lamparina Publica.


CATEGORIA PROSA E POESIA

selecionados:

A vida reduzida – Leonardo Siviotti
Perecíveis – Elisa Band
Primaveras Labiais – Claudia Sarro

suplentes:
1º suplente: A casa de estudantes – Magali Lippert
2º suplente: De madrugada – Ricardo Carneiro
3º suplente: Retratos – Adriana Griner


CATEGORIA JORNALISMO NARRATIVO

O vermelho que sangra o arco-íris – Weber Fonseca

suplente:
Cotas raciais: A Lamparina do Negro – Josane Ferreira


CATEGORIA LIVRO DE ARTE / FOTOLIVRO

Lar – Marta Bosquet

suplente
DELERE – Luisa Macedo


Os selecionados serão contatados nos próximos dias por e-mail e/ou telefone, para darmos inicio ao processo de publicação.
Estamos muito gratos pela participação de todos neste nosso primeiro concurso, agradecemos tambem pela paciencia no aguardo do resultado, foram quase 400 projetos inscritos que lemos e analisamos um por um com muito cuidado.
Se alguém desejar conhecer melhor o trabalho de Lamparina Luminosa estamos a completa disposição.

Boa sorte para todos nós!!




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O sonoro e o imaginável - Leonardo Aldrovandi



O sonoro e o imaginável do compositor e escritor Leonardo Aldrovandi é uma coletânea de estudos sobre escuta, composição musical e imagem, realizados ao longo dos últimos 15 anos como pesquisador, tanto no contexto acadêmico como fora dele. Ele reúne uma parte de seus escritos sobre a obra de compositores diferentes, como Iannis Xenakis, Giacinto Scelsi, Olivier Messiaen, Salvatore Sciarrino, entre outros. Além disto, busca discutir o tema da escuta, da imagem e da composição musical por intuições próprias, ao comparar, por exemplo, a escuta à experiência do labirinto ou argumentar sobre um fundamento da composição musical na experiência humana da morte.

"Este livro depoimento convida os leitores a um percurso por vivências, percepções, sensações sonoras, visuais, históricas, artísticas, pulsões criativas e reflexivas em ideias, hipóteses, dúvidas, incertezas como também potenciais êxtases e esperanças. Um insólito passeio pelos labirintos dinâmicos em que habita, guiados por um (talvez) alter ego Minotauro. Assim, se desnuda ao leitor seu olhar interno descrevendo experiências, flashes e achados."

da apresentação de José Augusto Mannis



O sonoro e o imaginável
Formato 14x21
ISBN 978-85-64107-07-6
128 páginas
São Bernardo do Campo, 2014




terça-feira, 30 de setembro de 2014

Concurso Lamparina publica




Associação de Promoção Humana e Resgate da Cidadania
Ponto de Cultura Editora Livre Popular Artesanal
anunciam




Se você é escritor, poeta, artista, jornalista e nunca teve seu trabalho publicado, inscreve-se! Sua obra pode ser reconhecida e transformada em livro!!!

As inscrições são gratuitas e abertas a partir do dia

01 de outubro, até 30 de novembro 2014.


Podem se inscrever quaisquer interessados, maiores de 12 anos, que tenham uma produção textual e/ou visual nunca antes impressa em formato de livro.

As categorias são:


Prosa e Poesia: projetos de livros inéditos (prontos ou em construção) de romance, contos, poesias/poemas, letras de música, entre outras.

Jornalismo Narrativo: projetos de livros inéditos (prontos ou em construção) ou propostas de pesquisas jornalísticas a serem publicadas como crônicas ou textos narrativos, que resgatem episódios e processos históricos ligados a realidade local, ou que criem um registro sobre realidades e problemáticas con­temporâneas de uma ou várias comunidades de São Bernardo do Campo (ex. a historia da favela do Silvina e do Oleoduto, seus processos de urbanização, a historia das persona­lidades relevantes do local, entre outros).

Livro de Arte / Fotolivro: projetos inéditos (prontos ou em construção) de livros fotográficos, ensaios de fotografia documental ou artística, contos fotográficos e registros visuais de processos artísticos (teatro, dança, performances, por exemplo). Monografias de artistas locais como pintores, grafiteiros, desenhistas, ilustradores, artistas plásticos, entre outros.

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Newsletter Lamparina Luminosa















Queridos parceiros, amigos e colegas


Nestes primeiro semestre de 2014, como muitos de vocês devem ter percebido, Lamparina Luminosa não divulgou mais noticias sobre lançamentos de livros ou outras atividades, mas não porque paramos nossas atividades!
Desde o inicio do ano dedicamos nossas energias em uma longa e profunda pesquisa de campo sobre literatura oral na Africa. Estivemos em Moçambique, estudando e coletando narrativas transmitidas nas comunidades ,nas rádios populares, contadas por médicos tradicionais, difundidas através da música, entre outros. Todas elas pertencentes ao rico patrimônio da tradição oral. Este material agora está sendo elaborado e em breve se transformará no primeiro livro de contos ilustrados da Lamparina Luminosa!


Ao mesmo tempo estamos felizes em anunciar que Lamparina Luminosa foi premiada novamente com o Edital de Ponto de Cultura, uma parceria entre Secretaria de Cultura do Município de São Bernardo e Ministério da Cultura. Este novo convênio irá garantir apoio pelos próximos três anos e nos permitirá a continuidade de nossas atividades, bem como a produção de novos livros. Em breve divulgaremos mais detalhes.


Desde já compartilhamos parte dessa pesquisa: fotos de Moçambique e da primeira apresentação desse material realizada em Trento (Itália).


Abraços!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Lançamento: Outrora e Agora

 
"Este livro é o resultado da oportunidade que tivemos de nos reunir, conhecer e falar de literatura e de poesia.
Recordar e escrever a vida em textos, resgatar nossas memórias e transformá-las em poesia."
 
prezados

Finalmente lamparina luminosa convida ao lançamento do livro

OUTRORA e AGORA
livro resultado das oficinas de literatura de Lamparina Luminosa

Sábado 21/12/2013 as 19h
Camara de Cultura Antônio Assumpção
rua Marechal Deodoro 1325, SBC-SP

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A "Mineirinha e outras histórias" no satélite KEO



O KEO é um satélite espacial, com lançamento previsto para 2014, que contem uma cápsula do tempo. Esta levará consigo mensagem escritas pelos cidadãos do planeta terra, que serão lidos pela humanidade daqui há 50000 anos, quando a cápsula voltará na atmosfera da Terra.

O projeto da UNESCO, da Agencia Espacial Européia e de muitas outras entidades parceiras, prevê que junto as mensagens sejam enviadas também um diamante contendo o DNA do genoma humano, um relógio astronômico, fotografias de todas as culturas e uma enciclopédia completa do atual conhecimento humano.

Cada ser humano é convidado a escrever uma mensagem para o futuro. As mensagens deverão ser escritas no site do projeto: http://www.keo.org/uk/pages/message.php e os organizadores convidam a recolher textos também das crianças ou de pessoas não letradas de forma que possam ser representadas a maioria das culturas da terra em suas diversidades e polivalências.

Lamparina Luminosa decidiu aderir a este belíssimo projeto enviando um texto do livro a Mineirinha e outras histórias junto a uma pequena introdução. O texto que será enviado no espaó e lidos pelos humanos em 500 séculos é este:


Em 2010, na periferia da cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo no Brasil, criamos uma editora de livros cujo foco foi a cultura popular, o resgate da historia através da memória e a valorização das sabedorias da população. Um dos primeiros livros publicado foi “A mineirinha e outras histórias”, uma coletânea de contos de pessoas em fase de alfabetização, que reúne a literatura de quem, na idade adulta, escreve pela primeira vez.

Os relatos tem como fonte e matéria prima as memórias de pessoas migrantes, provenientes de outros estados do Pais em busca de condições melhores de vida, trabalhadores e trabalhadoras que por causa das injustiças sociais, viveram as adversidades de uma vida confinada na pobreza.

Um dos textos publicados é o do Genivaldo (conto reportado aqui em baixo) e conta uma inundação acontecida no bairro periférico onde ele mora. Quando lhe perguntei porque queria colocar este episodio no livro ele me respondeu que serviria para as pessoas que moram em condições melhores, saber o que se passa nas periferias e, ao mesmo tempo, para as pessoas do seu bairro não esquecer o que os moradores já tiveram que suportar.

Porem aposto que Genivaldo nunca imaginou que este seu relato pudesse ser lido a distancia de tanto tempo e assim servir para que também pessoas de outros séculos não esqueçam as dificuldades da vida nas periferias nos séculos passados.

Quando eu salvei uma vida
Genivaldo Ferreira de Souza

Nasci na Bahia, nos éramos doze irmãos. Com oito anos comecei trabalhar na plantação de café com meu pai. Plantava milho, feijão, arroz, café; gostava de caçar. Sonhava ser um fazendeiro.Quando voltava para casa era noite e não dava para estudar, nos aproveitava para brincar. Eu gostava muito de andar a cavalo.

Com quinze anos construí uma casa de madeira no sitio e fui morar nela. A vida era tranqüila, não tinha violência. Gostava muito das festas juninas, minha mãe fazia biscoitos, matava porco para comprar roupa de festa junina. Plantei cana e não deu certo.

Então resolvi vir para São Paulo morar com a Irmã. Morei com ela um ano e voltei para Bahia. Trabalhei na roça com meu pai e comprei uma vaca e dois cavalos bons. Depois voltei para São Paulo, vendi os cavalos e a vaca para vir embora.

Novamente morei com minha irmã, depois aluguei uma casa, comprei um barraco no Jardim Silvina e depois comprei uma casa e conheci novos amigos. Depois de um tempo conheci minha vizinha e começamos a namorar - resolvemos morar juntos e logo ela engravidou. Tenho uma filha que amo demais,é a razão da minha vida.

Teve uma vez que começou a chover muito. Era um sábado de novembro 2006, eu estava no boteco do meu sogro, começou chover e de repente o rio que passava próximo da minha casa encheu. Ouvia as pessoas pedindo socorro, fui ver o que estava acontecendo, eu e meu irmão.

O rio trasbordou, parecia uma onda levando tudo no seu caminho, rapidinho chegou. Começou a invadir as casas dos vizinhos. Vimos uma mulher gritando, quando chegou lá tava tudo alagado, som, geladeira, tudo coisa nova do pessoal, tudo boiando por cima d’água. E umas pessoas, senhora de idade, tudo dentro da água. Teve vizinho que largou as coisas lá em casa, colchão, o resto de comida que sobrou, largo em casa lá. Eles ficaram apavorados então resolvi ajuda-los.

Entrei em um barraco, me reparei com uma criança desmaiada, logo fui ajuda-la, fiquei muito feliz por ter ajudado ela. Não senti medo, me senti com coragem. Tirei algumas coisas e tomei choque, quase a água me levou. Depois entrei em outro barraco porque tinha três pessoas em cima da caixa de água numa laje, e alguns caras estavam amarrados em uma corda para chegar até o barraco. Era perto da boca do lobo e a água fazia moinho. Eles não conseguiram porque era o lugar mais fundo e a água era mais forte. Então eu e mais 02 caras conseguimos ir até eles. Me amarrei em uma corda para a correnteza não me levar, mas tinha gente me ajudando.Pegamos as pessoas e passamos para quem estava no lugar mais baixo.Tinha muita gente chorando porque perderam tudo, eram todos desesperados e ficavam nervosos. Eu vendo aquilo fiquei balançado.

No outro dia fui ver aquele local, não tinha mais ponte, a água levou.