Editora Livre Popular Artesanal

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sábado, 4 de agosto de 2012

Oficina Literária: Texto do mês de Julho


Este mês os participantes da Oficina Literária que acontece nas sextas feiras no Clube de Mães Missionárias do Parque Selecta, decidiram publicar o textos de Gabriela Mendonça. Um belíssimo conto sobre memórias de infância, sobre as lembranças ligadas ao jogo e a família.


Um paraíso na infância

Era enorme como o mundo! Vasto campo verde, com árvores e quadras de tênis. Por um caminho, meio que escondido, chegava-se a um paraíso!
Para mim estava dentro de um grande labirinto. Tinha arame misturado com plantas, insetos e formigueiros. Precisava ter cuidado ao passar para não se machucar. Mas que criança ao saber que vai chegar ao paraíso não corre desesperada ao seu encontro?
As irmãs corriam na frente, pois mais velhas e sabendo onde iam chegar, não queriam perder tempo em me esperar. Eu ia atrás correndo contra o tempo e trilhando os seus passos. Todo irmão mais novo sempre dá credito ao que irmão mais velho faz. Suas ideias são sempre as melhores! Então aonde quer que elas fossem eu sabia que algo de muito bom eu iria encontrar.
Subia escadas, desviando do caminho encontrava um pequeno parquinho, mas ainda não era o paraíso. A parada era quase obrigatória. Aproveitava para ir na gangorra, no balaço e no cavalinho, mas muito rápido, para não perder o paraíso! Correndo chegava às casinhas. Quão lindas eram as casinhas! Todas pequeninhas e coloridas, cada uma de uma cor. Na minha cabeça eram feitas para mim. A portinha tinha o meu tamanho, minhas irmãs precisavam agachar para entrar, já eu entrava sem me esforçar. Tinha janelinhas todas com florzinhas. Lá dentro tinha um fogãozinho, uma mesinha e cadeira. Há que delícia! Eu estava no eu mundo onde tudo tinha o meu tamanho, nada passava de um metro e meio, tudo servia certinho para mim. Mas esse ainda não era o destino.
Parada rápida para uma foto. E corre, corre, corre! Quem chegar por último é mulher do padre! Chegamos a uma grande escada. Nossa que enorme! Por que será que somos crianças todas as coisas parecem ter o dobro de tamanho que realmente tem? Mas não podia desistir. Eu precisava ter um fôlego que as duas irmãs, porque com toda euforia que nos rodeava, se eu demonstrasse ficava para trás.
Corre, corre, corre. Sobe, sobe, sobe. Cheguei! É o paraíso. Ufa! Mas que maravilha! Realmente, para mim era enorme! Um escorregador gigante com ondinhas que tornavam a descida muito, muito mais interessante!                               
Um, dois, três e descem as três irmãs de uma vez! O pai o outro lado preparava a máquina para a foto!
Esse era o meu paraíso! Um lugar encantador que hoje não existe mais, mas que marcou toda a minha infância com cores e alegria, com machucados e arranhões, mas com muita, muita, muita diversão.
                                                                                                        
                                                                                                                                Gabriela Mendonça


7 comentários:

  1. LEGAL-POIS-SEMPRE-DEVEMOS-MANTER-VIVA-AS-NOSSAS-LEMBRANCAS.

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  2. parabens muito bonito,quantas boas lembransas

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  3. QUE-LEGAL-ACHEI-LINDO-COMO-A-ESCRITURA-ESCREVEU-POIS-SAO-MUITAS-RELEMBRANCAS-ESPECIALMENTE-DA-INFANCIA-JA-QUE-E-UM-MOMENTO-QUE-MARCA-A-GENTE-E-QUE-NAO-VOLTA-SO-RESTA-AS-RECORDACOES.

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  4. Que lindas recordações! E é assim que vive o homem: compartilhando suas histórias com a família,filhos,netos ou com os amigos e assim mantendo-as vivas no coração, mas quando as relembra que alegria de saber que foi tão bom e que ainda está vivo e pode viver muito mais.

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  5. Muitoo legal, lembrei da inha infancia tgbm.. até pq nao faz tanato tempo assim q se passou né?? rsrs parabéns...

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  6. Fátima Nieri enedino19 de agosto de 2012 15:34

    Lindo.. Gabriela, este é apenas um dos primeiros
    Vem muito mais por aí

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